
O conceito de
creche há tempos atrás era de um lugar para se cuidar
da criança enquanto os pais trabalhavam, preocupando
apenas com higiene e alimentação, sem a obrigação da
escolarização; no atendimento de crianças de zero a 4
anos, hoje chamadas de pré-escolares.
"As
creches terão de atender às novas exigências, e meu
parecer prevê um período de transição para que isso
aconteça."
A
"escolinha" - escola de prontidão (pré-escola) para a
vida individual e coletiva, agora sob fiscalização do
Governo, atende crianças de 5 e 6 anos. Tem o objetivo
educacional também do preparo para o primeiro grau,
seguindo as formalidades do MEC no trato à educação
infantil. Aos 6 anos, os pequenos ingressam no Ensino
Fundamental, obedecendo a lei dos nove anos
(MEC/2006).
Algumas professoras ainda confundem essa mudança e
preferem ser chamadas de "tia" - o que deprecia muito
o profissional, dando a idéia de um simples cuidador
de criança e não um profissional da educação
comprometido com a coletividade social. Talvez por
esse parentesco, nem Governo nem professores se
preocupem com a real valorização do docente, já que os
mesmos se sentem atados a laços "familiares".
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"Jogos de faz-de-conta, construção da
identidade, cuidados com a higiene, exploração
da linguagem plástica e da habilidade motora:
caminhos para um desenvolvimento integral."
Revista Nova Escola |
Pelo bom senso,
tia não cobra pelos cuidados prazerosos que dedica aos
sobrinhos, não exigindo assim remuneração mas, um
simples "agradozinho", levando-se em conta também que
o seu preparo qualitativo da educação fica a desejar -
muito distante do que se espera de um profissional
educador que se diferencia extremamente do cuidador
ocasional - a maioria das professoras tem se preparado
para cuidadora. Por isso, a afetividade exacerbada
transformada em pieguice tem descaracterizado os
ensinamentos do Curso e o objetivo fundamental da
Pedagogia.
A escola, não importando a que nível educacional se
reporte, necessita de profissionais competentes e não
de "tias" ou "tios". Cada elemento vinculado à criança
deve fazer o seu papel social (a mãe e o pai ou outros
responsáveis como educadores informais da família; o
Governo, como provedor e orientador de professores; os
alunos, como alunos e, não, como sobrinhos; os
professores e professoras, como profissionais da
educação formal, comprometidos, participativos e
responsáveis pela sociedade e, não como parentes).
Cada um deve colaborar para melhoria social nesse
sentido com, no mínimo, 100% da sua responsabilidade.<o>