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 Ele
já foi chamado de ouro negro e ainda
movimenta o mundo. É o petróleo, uma
matéria-prima da qual, depois de um processo
chamado refino, se produz a gasolina, o
querosene, o gás de cozinha e muitos outros
produtos, desde os plásticos até o asfalto.
Fica claro então que todos os povos dependem
de produtos derivados do petróleo. Mas nem
todos os países produzem o petróleo
precisam comprá-lo.
Os maiores
produtores, porque favorecidos pela formaçào
geológica, são alguns países do Oriente
Médio. Pelo lado de cá da América, México e
Venezuela são também grandes produtores.
Existem países que não extraem petróleo do
solo, mas sim do mar. É o caso da Inglaterra
e da Noruega, na Europa. Esse processo exige
maior sofisticação e pesquisa. o
resultado é o petróleo com preço maior do
que o retirado do solo. (Tom
Morooka*/Etienne Jacintho)
O
Brasil
é
produtor
e importador
do mineral
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O Brasil também é
produtor de petróleo, mas extrai apenas
cerca de 1,400 milhão de barris por dia.
Como o País consome muito mais (por volta de
1,700 milhão por dia), é obrigado a comprar
o restante dos demais países. É por isso que
o aumento do preço do produto é ruim para
nós. A Petrobrás, produtora e refinadora,
compra o petróleo mais caro lá fora e acaba
repassando parte deste aumento na hora de
vendê-lo. Resultado: tudo fica mais caro
porque os produtos transportados pro esta
gasolina chegam com preço mais alto para o
consumidor. No Brasil, 90% do petróleo é
extraído da Baía da Guanabara,
principalmente na Bacia de Campos (RJ). Os
outros 10% vêm de Sergipe, Bahia e Rio
Grande do norte.
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Como funciona
a balança de preço
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O preço de um produto
sempre sobe se a procura por ele é maior do
que sua produção: mais gente quer comprar
algo que não é produzido na quantidade que
atenderia todo mundo. A disparada do preço
do barril do petróleo aogora está sendo
provocada pelos conflitos entre judeus e
palestinos no Oriente Médio e pelo
desequilíbrio entre o consumo e a produçào.
O inverno no Hemisfério Norte causa o
aumento do consumo do petróleo, usado em
aquecedores. em geral, seu preço tem variado
de acordo com influências internacionais.
Mais recentemente, na última guerra entre os
países árabes e Israel, em 1973, e no
conflito entre Iraque e Kuwait, a Guerra do
Golfo, em 1991.
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A
Opep,
o
Oriente Médio
e os
conflitos em Israel
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Os maiores produtores de petróleo são
Estados Unidos e Rússia, mas os grandes
exportadores estão no Oriente Médio. A
maioria dos países integrantes da
Organização dos Países Exportadores de
Petróleo (Opep) está nesta região (veja o
mapa). os outros são Venezuela, Argélia e
Indonésia. É por isso que conflitos ali
podem alterar a distribuição do produto e,
logicamente, seu preço.
Os confrontos a que você tem assistido na
tevê começaram na Esplanada das Mesquitas,
em Jerusalém Oriental, em Israel. Lá vivem
450 mil judeus, 182 mil muçulmanos, 14 mil
cristãos e 4 mil de outras crenças. A guerra
entre judeus e palestinos é religiosa, mas
também territorial. Judeus e palestinos
querem Jerusalém como capital. Em 1948, a
Organização das naçòes Unidas criou, no
papel, o Estado de Israel numa região então
ocupada pelos palestinos. Por um tratado de
1993, israel deveria ceder a Cisjordânia,
onde está Jerusalém, e a Faixa de Gaza para
os palestinos. Isso aconteceu, em parte, mas
judeus e palestinos ainda lutam pela
soberania de Jerusalém Oriental.
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CURIOSIDADES
SOBRE
O MINERAL
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O Petróleo é um mineral fóssil
formado pela decomposição de
plâncton marinho coberto por
sedimentos, principalmente areia.
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O processo de apodrecimento desse
plâncton demora cerca de 200 milhões
de ano. O petróleo retirado hoje
para o consumo é resultado do
plâncton de milhões de anos atrás.
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Claro que mais petróleo está sendo
formado constantemente. Mas, como o
consumo está cada vez maior,
estima-se que as reservas podem
acabar daqui a 50 anos ou menos.
(Estadinho, 2000)
(*)Tom Morooka é editor-assistente
do suplemento Suas Contas do
jornal O Estado de S. Paulo |
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